As pessoas com incapacidade têm direitos iguais ás demais pessoas quanto à plena participação na comunidade e, consequentemente, ao acesso a edifícios, às actividades de lazer, aos sistema de transporte, à informação como ao direito de viajar. As associações de e para as pessoas com deficiência/incapacidade reivindicam que este direito seja reconhecido como um facto adquirido.
Assim, a primeira expectativa das pessoas com deficiência é a de serem reconhecidas como titulares de direitos iguais às demais pessoas e de que esse reconhecimento seja tácito. A deficiência não significa doença. Uma pessoa com deficiência não é diferente das outras.
Isto significa o seguinte, por exemplo:
"Não falar exclusivamente com o acompanhante" ou "não demostrar uma atitude exageradamente protectora" ou "dispensar ajuda antes de que esta seja solicitada".
O nível de acessibilidade do meio físico influencia largamente as necessidades específicas das pessoas com deficiência: um meio ambiente acessível reduz consideravelmente os problemas com que se deparam e, portanto, as necessidades. O conhecimento do grau de acessibilidade dos pontos turísticos pode ajudar a respectiva indústria a determinar quais as atitudes a adoptar em relação aos utentes com deficiência.
Por último, as necessidades da pessoa com deficiência não são assim tão diferentes, mas as atitudes relativamente ao grau de acessibilidade do meio físico têm de ser conhecidas.
Por exemplo:
Quando se dirige a uma pessoa surda e que não existam quaisquer auxiliares da comunicação no balcão da recepção, a atitude que deve adoptar é a de falar directamente com o respectivo interlocutor, olhando-o de frente e com o seu rosto bem iluminado. No caso de saber que o caminho em direcção ao restaurante está cheio de obstáculos, a melhor maneira de proceder em situação semelhante é a de encaminhar a cadeira de rodas noutra direcção que ofereça mais facilidade de circulação.